Nomeado “Art Director” da Arflex, a reputada e muito aclamada marca italiana de sofás e poltronas, Carlo Colombo impressiona com o catálogo que desenvolveu, demonstrando um vigor criativo alicerçado no seu melhor estilo minimalista, desta vez com um toque ligeiramente rétrô.
Arquitecto de formação, Carlo Colombo lamenta não poder devotar mais tempo à arquitectura.
O seu tempo é praticamente todo consumido pelo trabalho como Designer de Interiores, numa colaboração estreita com as melhores marcas de Design internacional.
Este senhor do Design, com o seu ar casual que em nada corresponde ao estereótipo do designer lunático e excêntrico, é requisitado e ferozmente disputado pela “crème de la crème” do Design italiano que vê nele o rei Midas que em tudo o que toca vira sucesso.
Carlo Colombo é visto como um purista, um minimalista nato que impregna as suas criações de traços fortes de grande precisão linear.
Tendo Mies Van der Rohe como arquitecto modelo, Carlo Colombo não nega as suas influências como designer, citando Achille Castiglione no topo e terminando em Philippe Starck.
Tem aceite colaborar com as marcas que lhe permitem aprofundar a sua relação com um público jovem, altamente qualificado e exigente.
Para isso o seu trabalho não se limita a simplesmente criar a partir de uma inspiração ocasional.
Apesar de reconhecer que a sua inspiração também lhe vem de fontes muitas vezes abstractas ou de dispersas origens culturais, o seu trabalho é solidamente fundado numa estreita relação com os departamentos de marketing das empresas com quem colabora.
E nada disso o assusta. Carlo Colombo corresponde perfeitamente ao verdadeiro desmistificador do conceito de “designer intocável”, alheado das reais necessidades do público que poderá consumir o produto das suas criações.
Actualmente as suas criações estendem-se a marcas como Zanotta, que lhe valeu o “Elle Deco Design Awards” em 2005, assim como Moroso, Poliform, Solzi Luce, Flou ou Sabattini.
A este ritmo e á medida que diversifica o seu raio de acção, em breve Carlo Colombo poderá tornar-se num ícone do Design mais produtivo do que o próprio mestre de seu nome Philippe Starck.


